A grande década da pequena empresa
Por Edmilson de Souza
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Postada em 12/12/2011
Crescimento da classe C, fortalecimento do mercado interno, aumento real do salário mínimo, criação de empreendimentos por oportunidade e volta do crédito produziram um cenário positivo para os pequenos negócios na última década, como revela o Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, recém-divulgado em São Paulo.
O anuário é uma publicação feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com
oDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em diferentes fontes de informação. O objetivo é reunir um conjunto de dados sobre o perfil e a dinâmica do segmento dos micro e pequenos empreendimentos. Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, o cenário positivo colaborou com a queda no índice de mortalidade das micro e pequenasempresas (MPE) e no aumento da formalização.
O estudo mostrou que a remuneração dos empregados de micro e pequenas empresas cresceu 14,3% entre 2000 e 2010 — em valores reais, já descontada a inflação do período. No mesmo período, os salários nas grandes e médias empresas avançou 4,3%. “Vamos manter este crescimento,gerado a partir do mercado interno, ao longo de 2012. O Brasil tem hoje mais condições de enfrentar a crise do que em anos anteriores. Vamos continuar crescendo, com geração de emprego e renda”, disse Barretto à Agência Sebrae de Notícias.
Segundo o diretor do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o Brasil apostou na escolha correta ao estruturar sua dinâmica econômica vigorosamente orientada pelo investimento no mercado interno. “Aquilo que o país fez em meados dos anos 2000 está sendo considerado a solução para o desenvolvimento mundial. Isto exerce impacto extremamente positivo na micro e pequena empresa”, observou.
EMPREENDEDOR INDIVIDUAL — Sobre a informalidade de empresas no Brasil, o presidente Luiz Barretto lembrou que o Programa do Empreendedor Individual já regularizou quase 2 milhões de pessoas no país. “Toda vez que o ambiente legal melhora, para o empreendedor há um impacto grande”, frisou. O presidente do Sebrae destacou conquistas importantes para as MPE nos últimos anos, como a criação do Simples Nacional e do Empreendedor Individual. Também ressaltou o recente reajuste nos tetos do Simples. Para Barretto, a medida permitirá crescimento permanente da formalização.
Segundo o presidente do Sebrae, deverá haver um bom rendimento deste programa em 2012, com o aumento do teto e a diminuição do imposto: “Este é um programa forte, muito importante, que tem tido um crescimento e uma resposta da sociedade muito grandes”. Barretto também defendeu a criação do chamado Simples Trabalhista. “Temos um Simples Tributário, mas não um Simples Trabalhista. Se precisássemos levantar um tema na próxima década, este certamente seria um assunto relevante para a micro e pequena empresa”, afirmou.
Pesquisa
Curtinhas
-
MPMEs recebem quase metade dos empréstimos do BNDES entre janeiro e maio O total de empréstimos feitos pelo BNDES entre janeiro e maio deste ano caiu 6% em comparação a igual período de 2010, para R$ 43,5 bilhões, mas a liberação de recursos para micro, pequenas e médias empresas (MPME) cresceu 11% na mesma base de comparação e somou US$ 19 bilhões - quase a metade dos desembolsos do banco no intervalo citado. As empresas de menor porte também responderam por 94% das operações de crédito do BNDES entre janeiro e maio, refletindo o uso mais intenso do Cartão BNDES, voltado especificamente para esse setor, de acordo com o banco. O BNDES...
-
Financiamentos garantidos pelo BNDES chegam a R$ 1,2 bi O volume de financiamentos garantidos por recursos do Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES (BNDES FGI) chegou a R$ 1,2 bilhão em julho. Foram feitas quase 6.800 operações envolvendo dinheiro do fundo, a maior parte delas com microempresas e pessoas físicas. O valor médio das garantias ficou em R$ 136 mil. O BNDES FGI ainda possui capacidade para garantir aproximadamente R$ 12 bilhões em financiamento. O objetivo do fundo é bancar parte das garantias exigidas pelas instituições financeiras para a concessão de empréstimos. Podem recorrer a ele microempreendedores...
-
Cresce crédito a empresas de menor porte O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) tem tido um importante papel na expansão do crédito do BNDES, permitindo que o banco aumente seu apoio às pequenas e médias empresas (PME) e amplie a abrangência de seus empréstimos. No primeiro semestre deste ano, a participação das PME nos desembolsos do BNDES atingiu 36,17%, contra um peso de 17,54% em 2009. Entre janeiro de 2008 e junho de 2010, a participação média das PME nas liberações do banco atingiu 23,5%. Do início de 2008 até o fim do primeiro semestre de 2010, a participação dos empréstimos concedidos pelo BNDES às...
- 1
- 2
- 3
- 4
Usuários Online
Usuários cadastrados
Estatística de visitantes
![]() | Hoje | 2 |
![]() | Ontem | 4 |
![]() | Esta semana | 20 |
![]() | Este mês | 100 |
![]() | Todos | 6099 |





